Ninguém escreve cartas ao Robertão
Enquanto eu estava aqui, esperando os e-mails que nunca chegam, me lembrei de um livro há muito tempo estacionado na minha estante e na minha lista de futuras leituras. Não está mais, acabei de lê-lo.
El coronel no tiene quién le escriba, ou na versão em português de Danúbio Rodrigues, Ninguém escreve ao coronel, é um conto de Gabriel GarcÃa Márquez, de pouco mais de noventa páginas (minha edição é a 5ª, pela Record) que percorri em três dias, sem pressa. Leia uma resenha clicando aqui. Esse livro, eu recomendo. ![]()
Uma boa ficção, ou melhor, ótima. Pra quem gosta de boa ficção, Gabriel GarcÃa Márquez é como um daqueles postos de combustÃvel no meio do deserto.
Mesmo sendo um dos primeiros contos publicados por Márquez, a qualidade da prosa é incrÃvel, ele escreve como quem esculpe uma estátua ao contrário, amalgamando cada palavra no seu lugar predestinado. E faz isso com uma precisão que sempre me assombra e joga a pá de cal definitiva nas minhas simplórias aspirações de escritor girino. Essas minhas aspirações que volta e meia ressuscitam, mau cheirosas. Quem sou eu perto de Gabriel? Eu, a quem ninguém escreve cartas? Eu, que mesmo não esperando carta alguma, ainda mantenho à mão papel e tinta para a resposta?
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Publicado por Roberto em 02/06/2010 as 12:01 am, na(s) categoria(s) Livros, com as tags Gabriel GarcÃa Márquez, Ninguém escreve ao coronel.




